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Alergia respiratória: mitos e verdades

By 24 de setembro de 2020No Comments
alergia respiratória

Existem muitos mitos sobre alergia respiratória, confundindo as pessoas sobre causas, diagnósticos e tratamentos de doenças como rinite e sinusite. Alergias respiratórias podem ser hereditárias? Afetam a qualidade de vida? Tenho rinite ou sinusite? Reunimos uma série de mitos e verdades sobre alergia respiratória que podem ajudar você a entender melhor essas enfermidades. Acompanhe!

Quem tem alergia respiratória não pode praticar atividade física.

MITO! Há estudos que afirmam a importância da prática esportiva para manter as vias aéreas saudáveis, portanto, escolha exercícios que fazem você se sentir bem. Se faz natação, por exemplo, e percebe piora dos sintomas quando nada, opte por se exercitar em locais onde a limpeza da piscina não seja realizada com cloro. Esse pode ser o fator que causa irritação ao seu nariz.

Cada caso é um caso, por isso, a dica é observar seus sintomas de alergia respiratória durante o exercício físico e conversar com seu médico otorrinolaringologista. Ele indicará os tratamentos nasais, caso necessário, e escolha as atividades mais apropriadas para você.

Alergias respiratórias podem comprometer a qualidade de vida.

VERDADE! Coriza, espirros e irritação nos olhos são sintomas comuns nos tipos de alergia respiratória. Como resultado, podem resultar em cansaço e indisposição – prejudicando a produtividade no trabalho ou o rendimento escolar.

Tenho rinite alérgica, meu filho terá?

MITO! Mesmo que as alergias respiratórias sejam hereditárias, ou seja, herdadas dos pais para os filhos, é necessária a associação com fatores ambientais para seu desenvolvimento.

Vale ressaltar: o histórico familiar de alergia respiratória está fortemente associado ao desenvolvimento da rinite alérgica. Quando um dos pais é alérgico, a chance de os filhos serem aumenta muito. Se o pai e a mãe apresentam a doença, a probabilidade ultrapassa 80%.

A rinite pode levar à sinusite.

VERDADE! A rinite é a inflamação da mucosa interna do nariz e pode obstruir os ductos de drenagem dos seios da face para o nariz, com consequente acúmulo de secreção. Esta secreção parada é um verdadeiro caldo de cultura para microrganismos, podendo levar à sinusite. Isso ocorre, geralmente, quando a rinite não está bem controlada. Se você tem rinite, não deixe de tratar essa alergia respiratória adequadamente!

Sintomas de rinite alérgica e sinusite podem ser confundidos.

VERDADE! Tanto a rinite alérgica quanto a sinusite afetam a mucosa do nariz. Como ocorrem no mesmo local, os sintomas podem ser muito parecidos. Ambas podem cursar com dor de cabeça, nariz trancado e secreção nasal, por isso, sempre que apresentar esses sintomas procure um médico otorrino. Esse é o profissional especializado para fazer um diagnóstico preciso e definir o melhor tratamento para o seu caso. Não se automedique!

Alergia respiratória piora com o pólen

VERDADE! Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, cerca de 25% dos adultos e 22% das crianças no sul do país sofrem com alergia clínica ao pólen. Ao contrário do que se pensa, os principais causadores não são as flores, mas as gramíneas, incluindo o capim e o azevém (Lolium), muito comuns no interior do Rio Grande do Sul.

Isso acontece porque o pólen dessas espécies (pequeno, leve e produzido em grandes quantidades) é facilmente carregado pelo vento. Quando entra em contato com as mucosas de pessoas alérgicas, desencadeia reações inflamatórias como rinite e conjuntivite.

Espirros, coceira intensa no nariz, olhos e garganta, congestão nasal, e lacrimejamento são os sintomas mais comuns dessa alergia respiratória. Pacientes asmáticos precisam de cuidado redobrado, pois a exposição ao pólen pode deflagrar crises de tosse e falta de ar. O tratamento mais adequado é orientado por um médico otorrinolaringologista ou alergologista.

 

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