Dicas Médicas

Rinossinusite: Conheça os sintomas e tratamento

By 10 de dezembro de 2020No Comments
rinossinusite

Você, provavelmente, sofre ou conhece alguém que sofra de rinite ou sinusite, certo? 

Muitas pessoas confundem as duas, mas elas não são a mesma doença! A relação existente entre elas é que a rinite, que trata-se da inflamação da mucosa do nariz, quando exacerbada, pode predispor à ocorrência da sinusite, devido ao inchaço da parte interna do nariz que obstrui os ductos de drenagem dos seios da face, acumulando secreção nos mesmos.

Mas hoje vamos conversar sobre as rinossinusites! Esse nome é dado para todo processo inflamatório da mucosa de revestimento da cavidade nasal e dos seios da face. É uma das afecções mais comuns das vias aéreas superiores em crianças e adultos.

Esse tipo de quadro representa uma reação a microorganismos (vírus, bactérias ou fungos), além de ser possivelmente causado também por mecanismos alérgicos.

As rinossinusites podem ser agudas ou crônicas, sendo que dentro de cada uma delas existem diversas classificações e causas, além de diagnósticos e tratamentos específicos.

 

Sintomas da rinossinusite

Essa inflamação da mucosa do nariz e dos seios da face pode ser caracterizada por dois ou mais dos seguintes sintomas:

  • Bloqueio/obstrução/congestão nasal*;
  • Secreção nasal (anterior ou correndo para posterior, em direção à garganta)*;
  • Dor ou pressão facial; 
  • Redução ou perda de olfato nos adultos; nas crianças, tosse.
    *Obrigatoriamente 1 dos 2 primeiros sintomas acima devem estar presentes

 

No caso dela ser aguda, seu início é súbito e os sintomas têm duração menor de 12 semanas. Nesses casos, os pacientes apresentam intervalos livres de sintomas entre um e outro episódio.

Já na rinossinusite crônica, caso menos comum, a duração dos sintomas é maior que 3 meses consecutivos e não há melhora total dos sintomas nos intervalos.

A causa mais comum da rinossinusite aguda são as infecções virais. Uma parcela destas, 10-15%, acabam por evoluir com infecção bacteriana, podendo haver necessidade do uso de antibióticos.

Se durante a evolução da doença o paciente apresentar pelo menos três dos seguintes sintomas, há indicação de uma provável infecção bacteriana:

– Febre acima de 38ºC;
– Dupla piora (melhora dos sintomas com piora deles após o 5º dia de doença);
– Doença unilateral (secreção nasal ou dor/desconforto em apenas um lado da face/narina);
– Dor intensa;
– Aumento de PCR/VHS, que são marcadores inflamatórios vistos em exames de sangue.

# Importante lembrar: A intensidade dos sintomas não é o que define a necessidade ou não do uso de antibióticos. Essa decisão médica é baseada em muitos fatores!

 

Diagnóstico 

O diagnóstico das rinossinusites agudas é clínico. Uma boa conversa com o paciente, realizada por profissionais habilitados, em geral, costuma ser suficiente para identificar os casos mais simples.

O otorrinolaringologista ainda pode recorrer ao exame endoscópico nasal (a famosa câmera que vê o nariz por dentro) realizado em consultório, sendo possível visualizar a secreção purulenta e saber de quais seios da face a infecção se origina.

Já nas rinossinusites crônicas, o diagnóstico pode ser um pouco mais complexo. Existem muitos subtipos desses casos (com ou sem polipose, de origem fúngica, de origem odontogênica, entre outros) e, por esse motivo, é importante que, além da história clínica minuciosa, constando as queixas, tempo da presença dos sintomas e a evolução, deve ser observado o histórico de procedimentos nasais e dentários, avaliando a resposta aos tratamentos clínicos prévios.

No caso crônico, é mandatória a realização do exame endoscópico nasal e exames de imagem para avaliar a extensão da doença e possíveis complicações.

Muitas pessoas acreditam que é necessária a realização de raio-x dos seios da face para a definição do diagnóstico das rinossinusites, mas isso não se aplica. Nos quadros agudos, a conversa com o paciente e o exame físico – que pode ser complementado com o exame de endoscopia nasal – definirão o diagnóstico e o tratamento. 

Para os crônicos, o exame de imagem mais indicado para avaliar de forma adequada os seios da face e complementar a avaliação médica é a tomografia de seios da face (nunca raio-x). Em alguns casos específicos, em que se queira avaliar a presença de complicações, a ressonância magnética pode ser solicitada.

 

Tratamento da rinossinusite

Lavagens nasais com soro fisiológico e medicamentos para dor e febre costumam ser os medicamentos indicados para o tratamento da rinossinusite viral aguda. Na verdade, nesses casos, o tempo e a paciência são os principais “medicamentos”, pois costuma haver melhora natural sem nenhum tratamento específico.

Já quando o quadro é persistente ou sugestivo de infecção bacteriana associada, o uso de antibióticos pode ser necessário.

No caso da rinossinusite crônica, quando o tratamento nasal com lavagens e o uso de antibióticos ou antiinflamatórios para quadros específicos não funciona, a cirurgia endoscópica nasossinusal é indicada e, por vezes, ela é o tratamento definitivo, como em casos de bola fúngica ou sinusite de origem dentária (neste caso, aliado à resolução da infecção dentária pelo dentista).

Já em outras situações, como nos casos de polipose nasossinusal, a cirurgia pode ser realizada para melhora da perviedade nasal e para que os procedimentos de lavagem e aplicações nasais de corticoide sejam efetivos.

As rinossinusites crônicas ou as agudas que se repetem com muita frequência precisam de avaliação e acompanhamento especializados com otorrino.  

Se identificar algum desses sintomas, consulte com seu médico otorrinolaringologista.

E lembre-se: cada caso é um caso! A avaliação completa do paciente e da evolução da doença são fundamentais para o diagnóstico preciso e para a instituição do tratamento individualizado.  Agende sua consulta no IGO e realize uma avaliação sobre o seu caso!

 

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